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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Livro: A Cidade que Matou a Estrela - Luiz Mozzambani Neto

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Prólogo

Ibitirama não está nos mapas. O melhor jeito de encontrá-la é buscar no mapa da sua cidade o ponto que fique bem no meio das cidades vizinhas a ela. E encontrando Ibitirama, mesmo que nunca tenha reparado nela, se sentirá meu concidadão. É que Ibitirama, minha cidade, é também a sua.

Eu nasci nela, como poderia ter nascido na sua, e vice-versa. Como poderia ter nascido em qualquer outra cidade e tudo daria na mesma. Mesmo que tivesse nascido numa Ibitirama, do outro lado do país, seria moldado para ser um cidadão tão medíocre, que poderia ser você, em sua cidade, também medíocre.

Antes de ser ibitiramense, sou brasileiro, e por adestramento cultural e social, sempre estive à margem de minha própria história. Vitimado pela cegueira existencial, vaguei pelas ruas daqui, tal como você, pelas ruas daí: ignorante feito todo comilão procriador que se arrasta pelas ruas entre as rotinas pós-modernas.

Sim, já fui um comilão procriador tão idiota como todos, mas isso começou a mudar quando olhei para minha cidade do jeito que todos deveriam olhar para suas cidades, sem as vendas do olhar apalermado do cidadão comum. Este cidadão que não conhece sua cidade porque não tem cidade alguma, pois na cidade que poderia ser sua, não passa de um número manipulável.

Cidades existem aos montes, e livros sobre elas em maior número que leitores interessados ou capacitados para a leitura. Ninguém quer saber sobre as cidade dos outros. Poucos querem saber sobre suas próprias cidades e, menos ainda, querem ler qualuqer coisa, sobre cidades ou o que quer que seja. Mesmo assim, achei que devia escrever este livro; até porque, escrever um livro que já existe dentro da gente, é mais livrar-se de uma aporrinhação que qualquer outra coisa.

Este livro é o meu olhar sobre a minha cidade; e poderá ser o seu olhar sobre a sua cidade. E para que você se sinta mais à vontade, faço também sua a minha cidade.

Sinta-se ibitiramense!
Totalmente à vontade para chegar à praça, sentar-se no banco e decidir entre a leitura deste livro e o cachorro-quente do Tio João.

Luiz Mozzambani Neto

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