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quinta-feira, 7 de julho de 2011

PCULT - Partido da Cultura (não é político-partidário)

27 de Setembro de 2010, por Ney Hugo
O PCULT – Partido da Cultura surgiu em 2010 meses antes das eleições. Trata-se de um movimento social com vistas ao favorecimento e maior preocupação com as políticas públicas para a cultura. Até então todo o trabalho desenvolvido nesse campo havia sido na instância da sociedade civil. O PCULT passa a ser a ferramenta de conexão desse trabalho com a política eleitoral.
O que dá a musculatura, legitimidade e dinâmica ao PCULT é a peculiaridade de, ao mesmo tempo em que admite e estimula a presença de integrantes de todos os partidos políticos, tem em sua maioria integrantes que não estão filiados a partido nenhum. O PCULT se torna o Partido da Cultura, com uma diferença em relação aos “partidos”, no sentido convencional da palavra. A diferença está no significado da palavra “Partido” não remeter aos partidos de fins eleitoreiros, mas sim de “tomar partido”. O partido que se toma é o partido da cultura.
Com esse intuito, o PCULT se mobilizou nacionalmente e hoje marca presença em todos os estados brasileiros com exceção de Maranhão e Piauí. Em todos os estados onde fez sede, o PCULT realizou várias ações como reuniões de esclarecimento das propostas e mobilização, sabatina com candidatos a governadores, ações de repúdio ao mau funcionamento de espaços públicos e políticas culturais, etc.
Através desses diálogos nota-se a autonomia da movimentação da classe artística brasileira, que teve um salto quantitativo e qualitativo gritantes nos últimos anos. O PCULT surge num momento em que já se passaram 10 anos do início da popularização da internet. Nesse tempo a comunicabilidade entre os artistas, produtores e a cadeia produtiva de uma maneira geral aumentou muito, o que acarretou na formação de um sem número de artistas auto-gestores, fugindo da dependência de grandes corporações de comércio de cultura, as grandes gravadoras no caso da música.
Essa “autogestionabilidade”, unida ao aumento do poder de comunicação entre a classe artística/cultural potencializa essa autonomia, uma vez que o fazer cultural não está refém nem do poder público, nem da iniciativa privada. Dessa maneira consegue dialogar com candidatos e membros atuais do poder público de maneira organizada e sistêmica, esclarecendo o quanto a cultura gera para a economia através da indústria criativa, além de aumento do capital simbólico em relação à conscientização social e arte.
A movimentação da cadeia produtiva somada à agitação cultural gerou um considerável chamariz para entidades participativas, ao mesmo tempo em que gera a auto-sustentabilidade do processo cultural, o que garante a autonomia. Outra conseqüência desse levante é o aumento da conscientização e mobilização da classe artística como um todo, muitos conquistados por essa autonomia que virou a mesa e redefiniu o processo cultural no Brasil.
O que era uma cultura repartida agora se une, debate demandas e ações e as sinaliza e realiza de maneira conjunta. Sempre tomando partido pela cultura, independente do partido (ou partido nenhum) ao qual o indivíduo está filiado.

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