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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Resenha do encerramento do Festival Caipiro Rock em Serrana SP

E lá se foi a 15ª edição do Caipiro Rock, encerrada na cidade de Serrana SP.
Por Marco Aurélio Buzetto

O que tenho a dizer? Talvez, como foi bom ter participado como convidado à mesa literária, ou, melhor ainda, como parte do público batendo cabeça durante os shows... Talvez servindo bebida na barraca, ou tendo altos papos na mesma, sobre tudo o que estava rolando a nossa volta?

O fato é que o Caipiro Rock foi excelente, maravilhoso, do caralho. O Caipiro Rock, nos dias 9 e 10 passados (julho), foi, para mim, uma das experiências mais marcantes (suponho que para muitos que estavam por lá também tenha sido).

Depois de bater cabeça durante a noite, na manhã seguinte, café da manhã coletivo, as histórias do pessoal da organização do evento, algumas intromissões minhas, curiosas, perguntadas aos caras da banda de punk rock Cólera enquanto rolava um leite quente na canequinha vermelha.

A tarde vai chegando, e olha lá as meninas aqui de Monte Alto, as gêmeas mais gatas e multifuncionais que eu já conheci, Thais e Tatiane Cola, mandando ver nos treinos com os malabares para a apresentação durante o show da banda Babi Jaque e os Sicilianos (Recife-PE).
Os preparativos para mais um dia vão acontecendo, um pouco de futebol entre as bandas e o pessoal do CECAC Parquim (dá-lhe canelada), enquanto eu, que sou uma completa negação no quesito futebolístico, sendo dificílimo na minha concepção correr e chutar uma bola ao mesmo tempo, resolvo entrar numa de debate histórico-musical-social com o Bruno do Macaco Bong e o Zé Brasil ali mesmo, no pátio do colégio enquanto a bola comia solta na quadrinha.

Lá pelas 12h, meus amigos, essa parte do meu dia foi saborosa: panquecas na casa do João Francisco (organizador-CECAC) feitas pela grande dona Anália, sua mãe. Almoço de dar inveja. Lembrando também que sua casa serviu de dormitório improvisado para mim na primeira noite. Sou extremamente grato aos dois. Ah... Não poderia esquecer, ganhei até uma muda Ananás Nanus (ou Ananás da Amazônia), que é uma espécie de abacaxi em miniatura. Esta foi batizada com o nome da dona Anália, em forma de presente à minha mãe, Luisa.

Voltando ao mundo CaipiroRockistico, depois de uma trocada de idéias com as gêmeas, oficina de luthieria com o Bruno do Macaco Bong, que também é fera como luthier, além de um guitarrista excepcional – minha vontade foi de chegar em casa e desmontar minha guita inteira, só pra fazer igual.

Minutos depois, hora de debate na mesa literária. Aqui, conheço dois outros escritores, que, assim como eu, também batalham no mundo “na contramão das editoras” (tema do debate), com seus livros independentes. A conversa foi bastante produtiva, nos rendeu boas risadas e aplausos praticamente íntimos por parte da platéia. No final, hora de trocar umas figurinhas. Fiquei com dois livros da Regininha Baptista, e um do Guto Nicolas, dois ribeiropretanos simpáticos e de bem com a vida.

Agora sim. Depois de tudo isso, vai ponto o vinil pra rodar aí meu camarada; é hora do som comer solto novamente lá na Rua dos Estudantes. Aí foi: recital dos alunos do CECAC, Colégio Interno (SP Capital), Julião Feiticeiro (Recife PE), Caio Corsalette e Dollar Fuado (SP Capital), Missionários do Blues (Ribeirão Preto SP), Chapéu de Sol (Ribeirão Preto SP), Babi Jaques e Os Sicilianos (Recife PE) e, fechando a noite, Nevilton (Umuarama PR). Pronto, a missão estava completa. No entanto, para me animar ainda mais, já rolando um comes e bebes, o Thiago “Lobão” (Nevilton), me diz que não entende nada de futebol. Ah meu amigo, dá aqui um abraço. Viro pra rapaziada e digo: “finalmente, não estou sozinho”. O papo vai e vem, mais trocas de figurinhas (desta vez meus livros por CDs Eps quentinhos dos caras), e lenha, só conversa pela madrugada à dentro.

Desta vez passo a noite em um hotel, novo, mas muito bom pelo o que eu pude experimentar (CMS Plaza Hotel – simpaticíssima Carla Scodonho). Logo de manhasinha, mas bem cedinho mesmo, praticamente de madrugada ainda – 10:30h – me despeço da Carla e volto ao QG da Vanessa e do Ricardo Brasileiro. Rola aquele pão com manteiga (ou geléia de uva) e o cafezinho esperto, e, como quem não quer nada, “e aí Marco, vamo desce lá e almoçar?” Opa, na hora eu aceitei o convite e rumamos de novo, o João e eu, para sua casa, comer mais um pouco da comidinha da dona Anália.

O fim da tarde chegando, aquele climão chato de “já acabou” que fica no ar, todo mundo embora (afinal, já é segunda-feira, e a vida continua), mais conversa, música e documentário na casa do Ricardo e da Vanessa, e tchau.

Obrigado a todo o pessoal do CECAC Parquim, em especial ao João (e dona Anália), Vanessa, Ricardo, o simpático do Danilo “Rato”, uma figura, a Rô, que salvou a fome do batalhão de bandas, Lukas, os novos amigos, os caras do Nevilton, do Macaco Bong, do Babi Jaques e os Sicilianos... Enfim, todos aqueles que participaram de maneira direta e indireta deste Festival ao longo de sua rota, tendo início aqui em Monte Alto SP e seu encerramento em Serrana SP.

Ah, claro, um abraço lá pro Que Miras Chicón. A Thaysa e o Danilo me fizeram companhia por várias vezes. Até tomaram conta das minhas coisas pra eu cair de cabeça e braçada na roda, parecendo uma cobra loca no meio da galera.

Motoca com o tanque cheio, estrada rumo a Monte Alto, cidade sonho, e tudo mais o que dizem por aí. 

Caso eu tenha me esquecido de algum fator importante, por favor, fiquem a vontade para me lembrar, afinal, foi tanta coisa que eu nem me lembro direito.

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